Existem alguns requisitos que tornam grandes festivais de música, ou mesmo shows de bandas em festas históricas, que serão lembradas para sempre. O Live Aid, o Rock in Rio 1985, são exemplos disso. O Rock in Rio 2011, que tinha tudo para ser uma dessas festas memoráveis está pecando e se até o fim do evento não tiver alguma exibição histórica, o festival logo logo cairá no esquecimento.

Festivais de música são festas que ficam na memória de quem foi, de quem tocou, dos organizadores e de quem trabalhou no evento e para por ai as lembranças. Porém existem algumas características singulares que tornam estes encontros músicais em verdadeiras lendas e quem participou, em testemunhas oculares da história.

Queen

Isso é pra história

Exemplos dessa transformação encontramos aos montes. Quem nunca ouviu falar no show do U2 no Slane Castle? Quem nunca ouviu toda a galera cantando “Love of My Life” do Queen no Rock in Rio 1985? Outro exemplo é o Live 8 que contou com o memorável reencontro do Pink Floyd, que ficou na história. O antecessor desse festival, o Live Aid, foi marcado pelo conjunto de performances, inclusive do ex-beatle Paul Mccartney.

O Rock in Rio 2011 tinha de tudo entrar no hall da fama dos festivais. Tinha uma atmosfera inscível, de “volta pra casa” depois de 10 anos, toda uma mobilização brasileira por esse reencontro. Mas até agora o que se viu foram performances burocráticas de bandas batidas. Faltou, inclsive, ousadia da organização que não trouxe nenhum show imprevisível. Todas as bandas estão indo e vindo do Brasil ano a ano.

A mobilização em torno do retorno do Rock in Rio ao Brasil criou uma atmosfera incrível para o festival. Mas uma organização sem ousadias e as performances burocráticas de artistas batidos estão condenando esta edição de um dos maiores festivais do mundo ao esquecimento eterno. É uma verdadeira lástima para o Brasil, mas sempre poderemos nos lembrar de “Love of My Life” de 1985.